4 de janeiro de 2013

Pessoas mutáveis



Sempre achei que me contentar com o que tenho/faço/sou não é digno. Se podemos mudar, por que não? Se podemos trocar o corte de cabelo, por que não podemos mudar mais? De cidade, de país, de trabalho, de língua, de vida.

Admiro pessoas que têm capacidade e coragem de mudar.



Comecei pelo cabelo: quando tinha 13 anos, decidi que iria tingir de vermelho, e fiz. Depois, usei preto azulado. Não satisfeita, parti para cores não usuais: rosa, roxo, azul, laranja.

Com 15 anos fiz um piercing. Com 18 fiz outro. Fiz tatuagens. Mudei de estilo musical diversas vezes. Mudei de casa. De emprego. De cidade.

Se somos tão mutáveis, por que o medo?

Vivemos em um comodismo absurdo. Nos ensinaram que era o certo assim. Mas sempre questionei o por quê de aceitar tudo que nos é dito como certo. Quero a vida sem roteiro, sem rotina, sem certeza. É bom ter um lugar certo, mas também é ótimo saber que se pode mudar quanto e quando quiser.

INOVAR. Essa deve ser a palavra presente o tempo todo em nossas vidas. Inovar não só no que se faz, mas em como se vive, onde se vive. Dar boas vindas ao novo, ao completamente não planejado.


Nada é firme ou absoluto neste mundo da mutabilidade, porque aparentemente tudo se encontra num estado transitório, que passa de uma fase para outra. Aqui não é fácil sentir-se estabelecido, nem tão pouco ter uma direcção clara, nada na realidade se dá por conquistado. A vida dá imensas voltas e os planeamentos a longo prazo são demasiado engenhosos para pessoas com muitas energias mutáveis.
Vamos mudar sempre, pra melhor.
Sem medo, sempre.

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