3 de abril de 2012

Marimar x Marisol



Hey! Se você está pensando: “Quem são essas cafonas?” ou “Nossa, vai falar de novela brega, nem vou ler...” vai se fuder!!! Mas vai e volta, pra ler o resto, pois eu juro que vou explicar tudo detalhadinho.

O tema que eu quero apresentar a vocês, adoradores de qualquer coisa mais Cult do que novela mexicana, é essa mania de comparar nosso material com o de lá. Novelas mexicanas sempre foram exibidas no Sbt e, assim como seu cabelo podre de mechas californianas, também foi moda em uma determinada época.

Temos que lembrar que, além de uma linhagem de interpretação totalmente diferente da brasileira, as novelas mexicanas exibidas hoje no Sbt são da época em que Silvio Santos ainda tinha cabelo. Não há como comparar.
Até porque, se você sente orgulho da Regina Duarte, Suzana Vieira, Lucélia Santos e afins, não merece muita atenção.

Há algo maléfico em nós, adoradores da arte de atuar, que desperta uma euforia cada vez que vemos os barracos da Usurpadora ou vemos aquele belo bofetão no meio do jantar chiquérrimo, tornando tudo uma grande baixaria (sem descer do salto branco combinando com o terninho prata!)
Nós sabemos que gritar “Estoy embarazada Carlos Manoel!” aos prantos é bem mais legal do que “Eu acho que vou ter um bebê!” num café qualquer do Leblon. 



Rolar as escadas sem perder o filho não é tão bom quanto um plano arquitetado; usar o velho truque do “ela está me roubando!” tendo colocado algo seu na mochila dela é sempre muito cabível. Os topetes femininos são sensacionais, as olhadas p/ a câmera são sensacionais, a pobre-miserável virando rica é sensacional! E esses personagens esteriotipados nunca deverão ser desmerecidos pois fazem parte de uma era, de um material televisivo muito importante para sabermos como queremos ou não atuar, o que queremos ou não assistir, pra quem queremos ou não dar.

E no Brasil, enfim, guardaria em um pote de cristal a atuação de Alexandre Frota como bad boy na novelinha babinha em que o Rodrigo Lombardi não passava de um magrelo narigudo.
E não se esqueçam, tatuem se puderem: “Quem nasceu Bárbara Paz jamais será Thalia!”

Uma boa noite com muito barraco pra vcs minhas Marias-do-Bairro.

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