13 de janeiro de 2011

Que novela...


É sempre a mesma história!
Tudo começa bem, depois complica, depois fica tudo muito ruim e, então milagrosamente, tudo fica melhor do que no início. É que nem missa: todo mundo já sabe de cor a hora de todos os améns, aleluias e afins.

Sim, é em ritmo de última semana de Passione que eu escolhi falar de novela aqui no blog. A verdade é que novela é tudo igual e eu duvido que alguém aqui vá dizer o contrário nos comentários (isso quer dizer que se alguém se atrever, vou apagar, claro).

Sai Modernismo, entra Pós-Modernismo, e os escritores de novela permanecem naquele molde romântico cuzão que ninguém mais aguenta mas ainda assim ninguém deixa de assistir e nem de ler os resumos de jornal de domingo. E o pior é que as pessoas ficam na expectativa a cada capítulo, até mesmo quando se trata de 'Vale a pena ver denovo'. Vou me deter a falar apenas das novelas brasileiras, porque as novelas mexicanas merecem um texto especialmente para elas, vamos combinar, né, Cláudio Eduardo?!

Todo mundo sabe que vai ter uma mocinha que vai sofrer horrores do início até o penúltimo dia da novela, que o mocinho vai terminar mil vezes com a mocinha e ter uma queda pela vilã... Ou seja, o enredo muda, mas o fundamento, não.

Não podemos deixar de comentar os núcleos que irão circundar os mocinhos que se dizem apaixonados. Há aquele bando de gente que só sabe rir, mas que vive fodido. Não, eu não estou falando dos figurantes, estou falando do núcleo cômico. Se a novela fosse um carro, este núcleo seria o estepe. Podem perceber: se os pombinhos protagonistas não colam, onde o autor investe? Hein, hein? Nos bobos da corte, claro. Começa a apelar ou na loira burra, ou na tiazona encalhada, ou no pobre vagabundo solteirão que só leva fora...

Outro núcleo importante é o das crianças, sempre tão espertas e pentelhas. Acho que elas inclusive podiam trabalhar no lugar da mocinha que, geralmente, atua muito mal e só está ali ou porque pegou algum pintudo da produção ou porque ainda vai pegar.


Não sou a mais viciada em novelas e, sinceramente, não tenho muita paciência para histórias que eu consigo adivinhar qual vai ser a próxima fala do personagem na cena de tão previsível. Mas, como diz a Malu Paixão, algumas atrizes me chocam em especial, e cito: Regina Duarte (vulgo cabecinha de poodle) e Vera Fischer (ou narizinho branco). Se má atuação fosse passaporte pro inferno, com certeza elas já estariam por lá há anos, e eu aqui na maior paz e tranquilidade. Mas como nem tudo é novela...

8 comentários inúteis:

  1. muito gostosa, essa flávia alessandra. mas o post falava sobre o quê?

    ah, sim, pode deletar: o contrário!


    ;p
    marcos

    ResponderExcluir
  2. num tempo obscuro, la na minha pré-adolescencia, eu via malhação e sempre começava do mesmo jeito.. alguem era atropleado

    ResponderExcluir
  3. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  4. Eii.. tem selo pra você no meu blog
    Confere lá : D


    http://speakingbymusic.blogspot.com/p/1-selo.html

    ResponderExcluir
  5. Acho que voce esta completamente correta e que novelas são realmente previsiveis e que a grande maioria das pessoas vai continuar assistindo ,enquanto existirem os folhetins!bjs

    ResponderExcluir
  6. Carol eu até ia comentar, quero dizer eu to comentando, mas eu nao assisti essa passione e eu nao assisto novela, esse meu lado macho ta deixa pra la, mas ficou bom hein. Gente eu nao sou lesbica nao me entendam mal. Bjinhus

    ResponderExcluir
  7. Não tenho paciência pra novelas, big brother, a fazenda, blogs de amiga, ou coisa do tipo... mas meu psiquiatra falou que tenho que insistir em adquirir paciencia pra essas coisas fúteis da vida!

    ai como é chato ser cult e só gostar de programas da Discovery Channel, NatGeo, etc...

    ta ta, é discovery kids e nat geo games!

    ... adoro o post! como sempre!

    OhMiiilla

    ResponderExcluir
  8. esqueceu de falar do núcleo pobre, que tem uma casa de, no minimo, 90 m² e que tem tudo no lugar, tudo lindo :D

    ResponderExcluir

Vai, comenta! Não dói nada!