22 de dezembro de 2010

Bipolar sim, bipolar não.


“Os ursos polares adoram o frio, os bipolares às vezes adoram, às vezes não...” @JovaneNunes

Há duas semanas decidi escrever um texto sobre o TAB (Transtorno Afetivo Bipolar), mas três dia depois desisti. No próximo final de semana lá estava eu, escrevendo o tal texto, mas chegou segunda-feira e eu deletei tudo. Aí na quarta eu decidi denovo que escreveria SIM. Mas na quinta fiquei com preguiça e não escrevi merda nenhuma. Na sexta eu criei um título para o texto, mas no domingo eu apaguei porque estava decidida a NÃO falar sobre isso. Resumindo: Eu queria, não queria, queria, não queria denovo, queria, não queria mais uma vez, aí eu quis e ‘desquis’ outras tantas vezes, e agora estou eu aqui escrevendo. Poxa hein... quanta indecisão! Será que sou bipolar? A resposta é: NÃO PORRA! Não sou!!!!
E é exatamente sobre essa idéia errada que as pessoas têm da doença que decidi escrever. Vou começar deixando claro umas coisinhas:



1) Minha mãe é bipolar, por isso venho pesquisando durante todos esses anos sobre o assunto não somente os aspectos teóricos, biológicos e hereditários, como os pessoais e emocionais.
2) Se você muda de humor facilmente não quer dizer que você é bipolar. (Mas você pode ser parente da Luana Piovani ou algo do tipo).
3) Bipolaridade é a única doença psíquica que pode ser monitorada através de um exame de sangue. É tipo uma AIDS emocional que não é transmitida através do contato... – Oi? (...) Tá, nada a ver.

Já vi muita menininha por aí alegando ser bipolar porque é a “doença do momento”. São as mesmas que idolatram Restart e usam calças coloridas. Faço um apelo!... peloamordedeus. Convençam-nas de que a doença do momento é câncer! Bipolaridade não é brincadeira,muito menos pretexto pra fazer cagada e pedir desculpas quantas vezes quiser.

Algumas outras fazem afirmações absurdas do tipo “Ai cara, minha mãe é, tipo, bipolar! Ontem ela me deixou ir na festa e hoje não quer que eu vá!”. Meu diagnóstico para a autora de uma frase dessas é que a mãe está completamente sã e a filha é, no mínimo, retardada!

Eu mesma vi em comunidades (muito toscas por sinal) várias reclamações do tipo. Só preciso deixar claro que a bipolaridade é uma doença mais antiga que o Niemeyer de Cadillac, que está sendo estudada agora, mas se formos analisar, muitos de seus ídolos geração anos 80 já sofriam do distúrbio. Cazuza, Janis Joplin, Edgar Allan Poe e Elizabeth Taylor,... não eram apenas ‘esquentadinhos’. Segundo o site ‘bipolaridade.com.br’ não somente essas, mas muitas outras figuras excêntricas apresentavam a maioria das características do TAB. Inclusive, uma de minhas atrizes favoritas é bipolar, a Cássia Kiss, e nem foi porque ela quis...
Putaqueopariu, depois dessa vou encerrar o texto!!!!!...
Avisem aos navegantes que bipolaridade não é tendência. Vão assistir Esquadrão da Moda e deixem os transtornos psiquiátricos em paz! Ou não.

17 comentários inúteis:

  1. Você gosta mesmo de estudar a Bipolaridade não é... Tem que ter pasciencia e muita curiosidade :)

    ResponderExcluir
  2. uhayuahuahauhauha "Convençam-nas de que a doença do momento é câncer" auhuahuahau

    Tô rindo muito!!

    Malu Parabéns (mais uma vez) pelo maravilhoso texto...

    Continue pesquisando... ou não, ou sim... Ah sei lá!

    Bjus!

    ResponderExcluir
  3. Cássia Kiss.... Cássia Não Kiss... Cássia Kiss.... Cássia Não Kiss... Cássia Kiss.... Cássia Não Kiss...

    ResponderExcluir
  4. Muito bom.
    Já no Happy Hour algumas entrevistas sobre bipolaridade. Muito legal, pois quando conhecemos passamos a ver de outra forma.

    Da Cássia Kiss foi foda! Haha

    Parabéns, TPM também é cultura! Haha

    ResponderExcluir
  5. Meninas eu acompanho o blog de vcs acho que desde o segundo ou terceiro post e sempre adoro..
    Malu parabéns pelo texto, eu estudo psicologia e o que a gente mais encontra é povo se auto diagnosticando com TAB!! É gente querer ter TAB pq é moda é triste...

    ResponderExcluir
  6. Olha falou tudo o que eu gostaria de falar para uns e outras..vou encaminhar este link de presente de Natal rsrsrsrsrsrs

    ResponderExcluir
  7. Bom, por um lado eu concordo que, né, vá arranjar o que fazer, ler um dicionário, diversificar vocabulário e apender uns adjetivos novos. Não tem nada de "cool" em taxar ou taxar-se como portador de uma doença nada agradável.
    Por outro lado, a gente repete o erro chamando de "retardado" e afins. Retardo mental é tão difícil para quem tem (e para quem cuida)... Falo isso porque lidei com necessidades especiais em tempo integral por um ano, também precisei repensar o repertório na hora de criticar :P


    O texto tá muito divertido e eu curto bastante o blog de vocês. Parabéns :)

    ResponderExcluir
  8. ''...a Cássia Kiss, e nem foi porque ela quis...'' huahuahuahua sempre mais palavras. legal Malu! kises...

    ResponderExcluir
  9. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  10. Não acompanho o blog, e ao começar a ler levei um susto, achando que ia entrar nessa de "sou bipolar" que leio por aí, e dá vontade de SOCAR até meu PÉ doer.

    Eu conheço um monte de gente com o transtorno, além de duas ex-namoradas. A primeira foi um susto, porque ela era nova e nem sabia, não se tratava, até que teve um surto psicótico e saiu completamente do ar, foi internada, teve que trancar a faculdade, só saía de casa comigo, semi-dopada de anti-psicóticos por umas semanas, perdeu a confiança em si mesma, e depois ainda amargou uns meses de adaptação ao tratamento, com o rebote depressivo. Esse foi o primeiro ano, barra pesada, da nossa relação que durou 4. Os outros três foram ótimos. Se alguém acha isso cool... bom, duvido.

    Só tem um problema no teu texto. O transtorno não é diagnosticado via exame de sangue. Esse exame, geralmente semestral, é usado nos casos em que o tratamento é feito com o carbonato de lítio. A dosagem do lítio deve permanecer numa faixa, por isso é feito o exame.

    ResponderExcluir
  11. Oi Eric, obrigada pelo comentário!
    É realmente muito complicado conviver com alguém que apresenta o transtorno, imagino como deva ser ter a doença!
    O exame de sangue na verdade serve como um acompanhamento e não como um teste, como devo ter deixado transparecer no texto. moudei uma palavra, veja se ficou melhor. É sempre bom ter uma opnião de fora. rss
    Gde beijo, feliz 2011!

    ResponderExcluir
  12. Bem melhor sim. :)

    "Te conheci" do Orkut no final de 2007. Ia fazer uma pintura. Óbvio que nem lembra. Mas também não vem ao caso. hahahha

    Eu tenho traços de bipolaridade, já fui diagnosticado como atípico, por ter os sintomas, mas sem traços psicóticos. É como se fosse uma "bipolaridade light" (LOL) e minhas crises mesmo assim não foram nada agradáveis.

    Daí muitas vezes conheço alguém interessante e.. bingo! bipolar... que carma hein. :D

    Mas acho pior as histriônicas e borderlines. Nunca consegui entender de fato.

    ResponderExcluir

Vai, comenta! Não dói nada!