16 de agosto de 2010

Fudidas ao longo da história



Na espécie humana temos o masculino e o feminino. O quente e o frio. O yin e o yang. O ping e o pong. A Sonya e o Liu Kang.
Para perpetuar a espécie, os  homens e as mulheres criaram uma relação de convivência permanente e constante (dependendo do grau de inclinação à poligamia do canalha, é claro). Em limpas fronhas: sempre foi necessário um pipiu numa xerequinha.
O papel da mulher foi se modificando ao longo dos anos e o papel do próprio anus também se modificou. O que antes era um dispositivo de eliminação de lixo exclusivo de mão única se tornou um agarramacho poderosíssimo e cada vez mais fudido. Ops. Quero dizer: difundido na sociedade.

A mulher das cavernas era feliz. Preocupações como depilação e cutículas feias sequer passavam pelas suas cabecinhas de ervilha. A única coisa que ela tinha que fazer era ficar lá esperando o momento da cópula, fuckfuckfuck, esperar nove meses, parir, amamentar, repetir esse mesmo ciclo até o momento da menopausa (idade da loba, uáu) e... só. 
As línguas afiadas da espécie não a julgavam se ela escolhia o macho pelos atributos físicos (afinal, o que mais podemos esperar de um Tarzan?). Ela podia ter pouco peito e bunda caída que continuava tendo as mesmas chances de ser capa da Playboy que qualquer outra ali. A única preocupação com os cabelos era que os fios fossem suficientemente grandes e fortes para que o homem a arrastasse pelo chão da floresta.

Idade média. A mulher continua feliz. A única diferença é que agora ela usa espartilhos que fazem ela respirar como um cachorrinho, em qualquer posição, na cama e fora dela. Ela se casava lá pela idade madura de seus DOZE anos de idade, ia pra cama com um velho tarado escolhido como bom partido pelo pai da donzela e tinha a obrigação de sangrar.
Se não sangrasse... “se ele se arriminasse, e cum ela ele insistisse pra que ele se arresolvesse e a sua faca puxasse e o bucho da moça furasse”
E por aí vai.


Ou seja: a mulher era criada com criadas e tranças e vasilhas de prata com o único objetivo de: sangrar na primeira noite!
Esperta era aquela que escolhia a data das núpcias em coincidência com o dia da menstruação. Não corria o risco de ter o bucho furado se por acaso o jardineiro já tiver plantado sementinha (que eufemismo fofo!).

A revolução industrial veio pra fuder com tudo. A mulher passou a, além de trocar o óleo em casa, apertar o parafuso na fábrica. A situação era uma merda, ela trabalhava mais que os homens para ganhar o que só era suficiente para comprar biju no mercadinho da esquina e batom Color Trend da Avon.
E como os gays ainda eram enrustidos nessa época, a mulher continuou sendo a mais fudida da história toda.

Passou algum tempo e apareceram umas gralhas aí querendo igualdade de direitos e direito de voto (porra, a mulher quer MESMO se fuder). Daí ela passou a queimar sutiãs no quilo, querendo mostrar que mulher de peito era mato por aquelas bandas.







Surgiram também umas hippongas de “batinha indiana, cuturno e bermuda saint-tropez” querendo passar os dias no sexo, drogas, sexo, rock’n roll, sexo, drogas, rock’n... peraí, onde eu tava mesmo? Enfim.

Mulheres de todo tipo. Mulheres diversificadas! Mulheres à grila pros homens escolherem no uni-duni-tê!
Mulheres saindo no tapa por um cara mais ou menos arrumadinho com uma foda mais ou menos boazinha que a permite fingir com mais realismo já que ele fica o tempo todo de olhos fechados. (oba!)

O que tem no caderninho de irritação das mulheres de hoje em dia?

Flanelinhas;
A vadia do salão que marcou escova para quarenta e sete mulheres ao mesmo tempo bem no dia em que você vai ser madrinha da vadia da sua amiga;
Flanelinhas;
Postar no blog, twitter, atualizar o Orkut, descobrir como se usa a porra do Facebook e criar contas em todas as redes sociais existentes;
Flanelinhas;
Levar o filho na escola enquanto faz a sobrancelha no próprio carro, treinando  o discurso de apresentação do trabalho na faculdade e falando com o chefe no telefone que vai se atrasar porque a empregada faltou e ela vai ter que fazer o almoço (uma vez só pra semana inteira. Comida requentada é a alma da mulher moderna, fifi!);
Flanelinhas;
Pagar contas;
Flanelinhas;
Encontrar um puto pra dizer que você é linda e especial;
Eu já disse flanelinhas?

Bom, a mulher moderna é incrivelmente mais estressada que a mulher camponesa que colhia crisântemos e cantava no calor do sol e brisa fresca do fim de tarde.
Foda-se o feminismo.
Eu quero meu espartilho de volta!



21 comentários inúteis:

  1. Maldita hora em que foram queimar sutiã na praça. Eu também quero meu espartilho de volta.

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  3. kkkkkkkkkk adoreiii.Queria que hj em dia ainda tivesse que obrigar um homem a casar.Eles iriam pensar 2 vezes antes de fazer lago com as mulheres.kkkkkkkk

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  4. Hahahahahaha foooooda!!! Amei... Mas que porra as mulheres inventaram de querer fazer revolução velho!? A gente podia tá em casa a essa hora sentada na frente da tv vendo a porra da novela reprisada, com meia dúzia de filho dormindo, marido no trabalho né? Rarararara. Tem coisas extremamente exageradas no feminismo e o fato de querer se igualar aos homens pra mim é o pior de todos os erros. Não somos iguais, muito pelo contrário! E essa é a graça da coisa... O diferente!!! Amei o texto Mari!! Muito bom! =**

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  5. PQP, nem me lembre o preço do batom da AVON.... malditas queimas de sutiens... tambem quero meu espartilho de verniz super tesudo de volta

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  6. Nossa Mari, parabéns!!! Que puta texto! Dá até uma depressãozinha parar pra pensar que, a culpa é toda nossa, quer dizer...das nossas ancestrais...Volta espartilho!!! (ainda por cima, eram lindos!rs)Concordo com tudo aí, parabéns de novo :)

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  7. q merda q nossas ancestrais fizeram né???? gente..pra q ese feminismo todo? eu não quero ser igual o homens, quero ficar em casa, bordando ponto cruz enquanto meu marido trabalha pra sustentar a casa...mas....meu marido me largou por uma cocotinha de 20 e eu fiquei com dois filhos, tendo q ser macho/fêmea da história...agora...queimar sutiã? jamais....por q peito caido ninguem merece e sutiã ta caro pra caramba...quero meu espartilho de volta, de preferencia de couro preto, ui bem sexy...

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  8. Nao quero o espartilho nem fodendo, sem metaforas.

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  9. Hahhaha GENIAL, eu curtiria uns espartilhos tb, mas sabe q eu prefiro a liberdade toda de hoje em dia :)

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  10. Olha como diria minha prima é de phuder com o c* do palhaço, das palhaças no caso. Esse negocio de ser mulher moderna é porque elas nem vivas estam mais, pq se nao seriam mortas, as mulheres hoje em dia tem que ter a beleza de um cisne, uma cachorra na cama e ainda trabalhar como uma mula. É o mal do seculo, fuii...

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  11. verdade.
    se pudesse eu passaria o dia inteiro comprando vestidos e falando mal das minhas amigas e dos vestidos delas.

    eu queria ser da corte. eu queria ser amante do rei!!!!!!!

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  12. Pra dizer a verdade.. meu espartilho num qro naum... ter q morrer sufocada e ainda qdo ir ao banheiro me limpar com a parte de baixo da saia é nojento!! sabia disso??? ou vc acha q o salto alto é charminho??? era pra não sujar os pés!!! ECA!! nós só nos fudemos mesmo!! Não importa a época...

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  13. Lutamos tanto por liberdade, pra no final das contas a gente só se fuder!!! Eu quero ser homem porra!!!

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  14. As mulheres insistem em se fuder mesmo! Lutam sempre por uma melhor colocação, melhor emprego, melhor homem, melhor vestido e ainda assim pra que? pra grande maioria das pessoas nem perceberem nada disso! Quero voltar pra epoca das cavernas, onde ngm ligava pra nada!

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  15. concordo com a menina ai d cima ^ @jéhsodré...
    época das cavernas era bem + legal q espartilho!
    não precisava morrer sufocada só pra ter um cinturinha fina. prefiro a naturalidade por inteiro...
    pq afinal d contas, não precisava se preocupar com nada, a não ser matar animaizinhos nojentos q se escondiam nas cavernas.

    huahuahauhauhauh
    eu rachei aqui mari!

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  16. Maldita hora em que foram chorar por igualdade, rs
    Estou seguindo e esperando uma visita de vocês!
    Beijos;

    http://in-toleravel.blogspot.com

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  17. você sabe que eu penso o contrário justamente, mas tudo vale a pena pelo humor.
    texto ducaraleo, minha amiga! rs

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  18. Alguém ainda tem dúvida por que eu vou casar com ela? hehehehe

    Adoro sua linguagem, sua escrita sarcástica. Tu tem muito talento, amor!

    E o que porra é "flanelinhas"?

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  19. "Queria que hj em dia ainda tivesse que obrigar um homem a casar. Eles iriam pensar 2 vezes antes de fazer lago com as mulheres"

    Hoje em dia tem DNA. Não se tem como negar a partenidade e se matar a infeliz o CSI pega. Vide caso Bruno!

    Mas veja a vantangem, em outras épocas vc não escreveria e o nosso querido Parahyba honraria mais seu saco paraibano e não te pediria em casamento via comentário de blog.

    Esse menino precisa muito passar alguns dias aqui no Recife e trazer a arma de chumbinho dele. Num instante ele aprende. :}

    A propósito, muito bom o texto. Ri um bocado.

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  20. prefiro a liberdade de hoje e a liberdade ainda a ser conquistada, não sou mulher que queira passar a vida com a barriga no tanque, na pia e no fogão, com um monte de filhos ingratos, mimados, birrentos, prefiro trabalhar a ver novela reprisada... defendo sim que homens e mulheres são iguais, na medida de sua desigualdade, dalhe principio da isonomia LOL... e me recuso a abrir mão da profissão e dos meus ideais por um espartilho e pais comandando minha vida... um viva ao feminismo.. e GO GO GO lutar ainda mais pelos nossos direitos conquistados e os ainda a serem conquistados... e quem sabe um dia o homem evoluiu e ganha um utero pra carregar um filho, e essa maldita desigualdade biológica chegue ao fim... realmente não vejo nada de bom ser submissa, e não tem nada de bonito as humilhações pela qual nossas ancestrais passaram, deveriamos agradecer aquelas que lutarem por nós, devemos toma-las como exemplo e continuar nesta luta, pq isso sim é bonito, heroico e digno... ;D

    bjinhus um ótimo dia

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  21. Meu Deus, essa pessoa aí de cima está um tanto quanto revoltada com a vida e não entendeu nadinda do texto...
    Quero meu espartilho de volta ! Vermelho e com renda por favor

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