7 de julho de 2010

A história dos nomes, que coisa. I


Nome é sempre um assunto muito sério e, na maioria das vezes, pra lá de cômico. São histórias, não-histórias, heranças e por aí vai...

Foi aprovada (ainda não tenho confirmação real, só li no jornal um dia desses) uma lei que permite que o aluno seja chamado da forma que quiser dentro da escola. Para isso, no ato da matrícula, ele escolherá qual nome irá registrado na pauta. E não há regras, pelo que eu entendi, para esse nome de registro. Se ele se chama Marcos Kleidisson e preferir o bom e eterno Joãozinho, assim será feita a vossa vontade.

Sou professora e fico pensando: se essa lei realmente pega, pode acontecer algo muito bom ou também, uma catástrofe. Já fico apreensiva em abrir a pauta no início do ano que vem e encontrar um “FoFuXa” (sic) ao invés de “Maria Eduarda”. As autoridades dizem que essa lei é uma tentativa de diminuição do bullying escolar (assunto sério que não permite piadas, que por si só já é uma brincadeira e de muito, muito, muito mau gosto). Ok, legisladores!


Mas vou mais fundo nessa história dos nomes: que boa era a época em que predominavam Joãos, Marias e Josés. Sem complicações para nós professores, para s
ecretárias de consultórios, escrivão de cartório e até mesmo pro Faustão. Ah, tá bom, pro Faustão pode complicar!

Lista de chamada, em 1963, a professora fazia em 5 minutos. Hoje, eu faço em 20 minutos, isso quando eu não desisto. É Gleidsson pra cá, Silneimara pra lá, e quem dança nessa história é quem chama. Depois vêm falar da porra da Educação Brasileira, né?! (claro que o problema fundamental da educação não está aí, mas podia dar uma ajudinha!)
Percebam que, geralmente, os nomes mais complicados estão nas famílias com mais analfabetos. E faz sentido: por isso escrevem Greiciellen, Marinilza, Marielle (- oi?).

E imaginem alguém se apresentando numa entrevista de trabalho: “Bom dia, sou a Xirleiany e...” nem precisa continuar, querida.

Curiosidade: o Brasil é o ÚNICO (grifo nosso) país em que nomes próprios são realmente próprios, ou seja, não seguem as regras de normatização da nossa língua.

Mas o nome é também uma forma bem acertada paraidentificarmos o tamanho do amor dos nossos pais por nós. Por exemplo, (desabafo mode on) meus pais me deram um nome maravilhoso, sem dúvidas. Porém, como eu não advim de uma gravidez planejada, colocaram os dois “n” (Carolinne). Eu nunca me esqueci disso! E, ainda por cima, o duplo “n” acaba combinando com o duplo “l” do Ornellas. GENTE, nome não foi feito para combinar com o sobrenome. (desabafo mode off)

Por isso, todos me conhecem por Carol, entenderam?! Eu faço questão!

Então, um ALERTA! Queridos/as leitores/as que pretendem ser pais/mães: PORRA! Já é uma PUTA (falta de) SACANAGEM obrigar alguém a permanecer nesse mundo do jeito que está; imaginem ainda obrigá-lo a se chamar Marlonbrandsson (sim, existem muitos, podem crer!) ou Mixcibiripíula (esse eu acabei de inventar)?!

SER IRREVERENTE NÃO É SER SEM-NOÇÃO. #fikdik

Esse texto não acaba por aqui, minha análise se estenderá para uma Parte II, em breve.
Aguardem!

#Beijosnoombro

9 comentários inúteis:

  1. hauahauaahauahauahauahau
    - Graiciéllen, nome é coisa séria! para de scanear seu amigo Stiviuander!
    boooa carol, curti! Apesar das más-rimas, eu até curto bastante meu nome viu... pelo menos eu não me chamo "Marielle", ou algo estranho do tipo. hahahaha
    bom, aproveito a pauta pra deixar uma polemica em questão: Qual o verdadeiro nome de alice umbrella?
    beesos

    ResponderExcluir
  2. vc fez uma análise ótima, sobre um assunto q quase ninguem da importância, a não ser pra fazer piadas.
    é estranhíssimo ver q tem pais q acham "chique" um nome com Ys, e letras duplas pq querem que fique parecendo nome estrangeiro.
    e é ruim tb pra professores, q tem dificuldade de ler esses nomes, e um constrangimento pra essas pessoas ter que repetir milhares d vezes pra qm quer q seja como é a pronúncia correta do nome.

    ta, vou parar d falr, pq meu comet ta quase um post! =P

    bj

    ResponderExcluir
  3. Porra, já vi que vai rolar uma ENQUETE de qual é meu verdadeiro nome. Tchê, faço questão agora que os professores coloquem @aliceumbrella na chamada da faculdade... e com arrobinha hein.
    HAHHAA

    ResponderExcluir
  4. Estou me divertindo muito com os textos e seguindo a dica da Malu Paixão, sem querer influenciar nada, a Parte II poderia falar das riminhas pobréeeeeeeerrimas. No meu caso me chamo Ivana pra não ter apelido (e nunca tive), já que minha mãe os detesta e durante toda infância foi inevitável ouvir: Ivaaaana, cara de Banaaaana!!!

    ResponderExcluir
  5. anotadíssima a dica, Ivaninha!
    uma surpresa te encontrar por aqui! :)
    volte sempre!

    ResponderExcluir
  6. Isso me lembrou um amigo do meu pai que se chamava YullBrunner Soares... Ele poderia ter seguido carreira no cinema...

    ResponderExcluir
  7. Muito bom o texto... !! Mas vc gasta 20 minutos pra fazer a chamada carol? Tá dando aula pro time da Alemanha? nomes exóticos rs

    abraço


    ( Demorei uma hora tentando decifrar aquelas letrinhas malditas pra poder comentar aqui rs)

    ResponderExcluir
  8. Sou uma Marielle e vim protestar... O que tem complicado em "Marielle"? É simples, tem uma sonoridade maravilhosa e os dois éles é só um charme a mais. Enfim, vcs deveriam aumentar o vocabulário de nomes.

    ResponderExcluir
  9. Tudo bem q esse post eh do dia 07/07/10 (véspera do meu aniversario #quemliga), mas como só fui conhece-lo ontem (paixão à primeira leitura, diga-se de passagem) me senti no direito de comentá-lo hoje, meio ano depois. Yeah!
    Bem, e é claro q vou fazer um marketing com o meu nome... porque siiiiim existem nomes esdrúxulos nesse nosso querido Brasil, mas aaah... alguns (poucos) pais em alguns (poucos) momentos de criatividade (?) conseguem dar aos seus pimpolhos um nome bacaninha. E aí está o Marketing: Eu sou Ádamus (viu? nem soa tao mal rsrsrs).
    Bem, valendo lembrar que, TODOS os nomes tiveram um 1º. Algum pai (ou mãe) um dia, inventou o nomezinho lindo que vocês carregam hoje.
    As vezes eu imagino, como deve ter sido estranho uma Carol ou um Vinícius em um mundo de Judites e Enéas (tá, o exemplo foi péssimo. Enfim, pensem em nomes comuns na época dos seus avós).
    Que legal! Enchi um monte de linguiça e agora não sei como terminar...

    Ah sim! Gurias, parabéns pelo blog! Jah sou fãzão de vocês!

    ResponderExcluir

Vai, comenta! Não dói nada!